A verve de Machado inspira adaptações

Uma história bem machadiana, e com a verve do genial autor brasileiro, mostra como não morre as características da linguagem no tempo.

O Machado nosso de cada dia

A ironia presente na obra

Criar sob o fio mordaz da ironia é algo bastante peculiar. Mas, ainda mais, quando se vai fazer uma adaptação literária.

No caso de Machado de Assis, bem, a coisa fica maior talvez. Trata-se de um grande mestre de nossa literatura, e a responsabilidade é grande.

Mas a graça está justamente aí. Ou melhor, o desafio. Tentar emular um pouco da característica principal de um grande autor a fim de transportar, ao menos uma pequena fatia que seja, do que ele tinha aos borbotões.

Toda obra carrega a alma do seu autor, acho que isso é consensual. É quase impossível separar autor da obra por causa desse sutil detalhe.

No caso da obra machadiana, o grande aspecto do autor impregnado em sua obra literária estava na ironia, na mordacidade com que contava as vicissitudes de seus personagens. 

Do já consagrado conto "O Enfermeiro", nesta adaptação tomou-se as agruras de Procópio, O Enfermeiro a fim de desdobrar acontecimentos e ações reveladoras do caráter humano, o temperamento e as características que fazem com que cada um seja desse ou daquele jeito. 

Este texto foi apresentada no Instituto Hebraico de Televisão em meados dos anos 90 e teve participação de elenco selecionado do curso da atriz Estér Góes..

Esta adaptação saiu pelo Selo Digital LetrasCriativas para você ler em seu leitor de eBooks preferido.