big idea

As ideias são o salário de um escritor

Uma ideia-sugestão quando boa e construtiva parece mesmo sinal de bom augúrio. E isso serve à escrita como uma luva!

 

Na realidade, a escrita, ou o ato de escrever, é um motor pronto a ser colocado em funcionamento. Mas a chave da ignição são as boas ideias.

Ideias como por exemplo mandar currículo vitae para head-hunters, aqueles que têm um olhar de lince para enxergar onde está a "presa" desgarrada, ou o talento que não sabe exatamente o que tem de fazer para ser bem sucedido.

Só aqui temos em potencial uma intrigante rede em que há caçadores de talentos e talentos desgarrados. Uau!

Mas por onde começar e o que fazer agora

Nada. Fazer nada também é trabalho de escritor. Olhe para a ideia como algum objeto externo e analise se vale investir nela. De repente o conteúdo da ideia - de mandar currículo para head-hunters seja a melhor coisa que você que tem talento para escrever tenha a fazer de imediato. Esqueça o resto. Mas, talvez o que você faz ainda não é suficiente para você ser bem-sucedido.

Sucesso é um conceito social e muito mais poderoso do que se olhar como ideia pessoal. É mais comum se esforçar para o sucesso social do que o sucesso íntimo, haja vista que há inúmeros casos de pessoas ricas e infelizes, segundo estatísticas inclusive.

A questão do que fazer com a ideia boa e construtiva é que são elas. Posso querer escrever um roteiro de cinema com uma trama focada nos interesses maiores das megacorporações, ou posso apenas escrever sobre a ideia de ter uma ideia boa e construtiva e ponto final.

Escrever, portanto, é selecionar. Para quem faz da palavra escrita um pote de tinta que vai marcando por onde passa, esse trabalha seletivamente, escolhendo e adotando critérios pessoais e que podem estar tão profundamente gravados em sua alma que, de repente, pode acender uma vontade até então insuspeita ou mesmo adormecida nos porões do inconsciente. Vai saber?...

A escrita como argamassa de construção

Voltando à ideia de ter uma boa ideia construtiva e agora pensar o que se fazer com ela será sempre um dilema, tanto para quem escreve quanto para quem não o faz. Mas se eu perceber que enquanto escrevo essas ideias eu gravo em sua mente não o que deve ser feito numa situação dessas, mas o quanto pode ser revelador serem essas tais coisas, chego a um estágio em que não mais o que importa é o conteúdo do que escrevo (porque isto entrou já no processo seletivo íntimo), mas de que maneira eu quero que esse conteúdo chegue ao meu leitor.

Essa seleção dá azo à manifestação de uma força que extrapola essas palavras. É uma força que impulsiona à execução dessas ideias. É com isso que se escreve o milagre da criação.

Reconhecer a força é o primeiro passo para ser bem sucedido na vida. Como escritor eu diria também. Depois, naturalmente, chega-se ao sabor da vitória. Seja lá ela como for!