Tornar lúcido o que destilamos da vida

Essas sensações íntimas é provável que muito escritor tenha em potencial, ou melhor ainda, sinta. Mas a questão maior parece ainda mais profunda, que é a de elevar a materialidade.

 

Tornar lúcido neste sentido é tornar visível o invisível, o próprio amor, a própria vida, o próprio sentido de viver em carne e osso.

Por isso muitos escritores devem sentir muito profundamente que escrever é viver, porque é justamente essa profundidade no sentir que é atingida.

A magia de viver passa por essa destilação. O que podemos extrair do viver para nos motivar a sempre crescer e a elevar todas as coisas deste mundo.

Teoria à parte, trata-se de conexão, de coligar-se à Fonte de todas as coisas existentes. De onde tudo sai e para onde tudo volta em uníssono, numa unidade completa e verdadeira.

Sentir profundamente é ter a certeza de que a luz que nos guia é a mesma que nos faz lúcidos. É a mesma da qual mana e emana ainda mais luz, pois não somos só feito de trevas.

Somos seres criativos e gostamos de inventar ou ver o que ainda não existe concretamente. É nossa natureza pensar a vida dentro de tempo e espaço, mas há vida fora disso e o sentimos quando nos vemos mais profundamente. É assim que nos reinventamos. É assim que nos refazemos depois de algumas quedas. É assim que nos reconstruímos espiritual e fisicamente na honestidade de nossos dias.

Escrever é sentir que o que vem do Alto é luz que não cessa e que nos oferece o norte de nossa missão na terra. É algo tão profundo que palavras faltam.

Qual caminho seguir na honestidade dos anos não é mais problema senão a solução. Una as pontas de sua existência e veja se não é um milagre estarmos vivos? Olhe bem para o céu e ouça: nenhuma voz vai ecoar mais alto que não a sua mesma. A mesma Fonte da qual toda luz mana e emana é a mesma que nutre seu coração. Pegue a luz e a acalente para a sua vida. É isso que vai lhe fazer um vencedor. Um herói que pega a taça no final do torneio. Um escritor de mão cheia.